Sementes de milho_tempo estimado 2:07

Hoje nosso assunto é o milho! Muitos devem conhecer um pé de milho, da roça ou de ter brotado espontaneamente, no fundo do quintal, né? Pra quem nunca viu, não tem problema: comer algo com milho, ah, tenho certeza que todos: polenta, cuscuz, pamonha ou uma espiga cozida com manteiga e sal, além de inúmeros alimentos que contêm milho e derivados lá dentro, como a barrinha de cereal ou até mesmo a cerveja! Há mais de 10.000 anos o ser humano se dedica à agricultura, selecionando naturalmente grãos, mais saborosos, ou mais nutritivos. Essa seleção, que era positiva chegou a outro extremo, e hoje 85% do consumo de grãos no mundo, trigo, milho, arroz e soja estão baseados em sementes com pouquíssima variação genética. O que isso significa? Que dentro desses grãos se destacam características que vão expressar, por exemplo  uniformidade de tamanho, útil para colheitas mecanizadas. Mas se ocorrer qualquer condição não prevista, seja do clima, insetos, solo, lá dentro da semente não se tem outros gens que podem dar uma resposta, mantendo a produção, seja de vagem, ou de espigas. Vejamos o caso do milho: espigas de tamanho, grãos e cor uniformes produzem muito bem, mas apenas uma vez: são as chamadas sementes F1, de primeira geração. Se elas forem plantadas novamente, saem bem diferentes da primeira colheita, chegando a perdas de até 40%, e assim sucessivamente: então o produtor tem que comprar sempre. Ah, é? Mas tem alternativa? Sim, as sementes crioulas! Nas próximas conversas vamos falar um pouco delas. Até mais! 

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